Daiane dos Santos foi a primeira atleta de ginástica artística do país a ser Campeã Mundial na modalidade, em Anaheim (2003), colocando o Brasil entre as potências mundiais da modalidade. Seu legado começou cedo: descoberta aos 11 anos, em apenas um ano já competia em torneios nacionais, demonstrando talento e determinação desde o início.
Especialista no solo, Daiane se destacou como um dos principais nomes da ginástica artística no início do século 21. Em parceria com o treinador ucraniano Oleg Ostapenko, criou dois movimentos que foram eternizados pela Federação Internacional de Ginástica (FIG) com seu nome: o “Dos Santos I” (duplo twist carpado) e o “Dos Santos II” (duplo twist esticado).
Ao longo de sua carreira, conquistou cinco medalhas nos Jogos Pan-Americanos, em Winnipeg (1999), Santo Domingo (2003) e Rio de Janeiro (2007), sendo duas de prata e três de bronze. Foi também eternizada no Hall da Fama do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), em 2025.
Muito além das competições, Daiane é uma inspiração para novas gerações, símbolo de dedicação, inovação e excelência no esporte. Desde sua aposentadoria, dedica-se a compartilhar experiência e conhecimento, inspirando jovens atletas e promovendo projetos de inclusão social, como o programa “Brasileirinhos”, que leva a ginástica artística a crianças e adolescentes de comunidades carentes. Também atua como comentarista em competições de ginástica pela Rede Globo e é embaixadora da ONU Mulheres.
Sua trajetória de vida inspira públicos diversos em palestras, conectando-os a temas como dedicação, representatividade, igualdade, disciplina e resiliência.
Seu legado será retratado em “A Menina que Voa”, uma cinebiografia co-produzida por uma empresa da atriz Viola Davis.

